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| 04/09/2010 - ENTREGA | |
| A oração de Maria | |
| Por: Maria Belmoral (pauta@abcdmaior.com.br) |
Ajudar a humanidade é a filosofia de vida de Dona Cida
“E da flor nasceu Maria, de Maria, o Salvador” Quando Maria Aparecida Vieira de Souza saiu de Itambacuri, nas Minas Gerais, ainda criança, e foi com a família morar em Aparecida, no Vale do Paraíba, deu-se início à prática de uma atividade que a acompanha até hoje: o canto. Dona Cida – como gosta de ser chamada – integrou o coral da igreja do bairro onde morava em Aparecida durante a adolescência e descobriu que no canto estava sua grande vocação. Ou pelo menos uma delas. Entre um ensaio e outro com o coral, Dona Cida conheceu um padre cujas palavras mudariam os rumos da sua vida no futuro, mas que na época – na efervescência da mocidade – não surtiu muito efeito. O padre colocava as mãos sobre a cabeça dela e profetizava que um dia ela saberia como ajudar a humanidade. Essa jura repetia-se diversas vezes sempre que os dois se encontravam, mas Dona Cida seguia a vida cantando e vivendo todas as experiências que o amadurecimento proporcionava. Conheceu Zózimo, casou e mudou para São Bernardo. Vieram os filhos Leandro e Alexandre e a tarefa então era cuidar da família como tantas outras mulheres fizeram. Certo dia apareceu, pelas mãos de um conhecido, uma moça que vinha dos Estados Unidos e que, muito perto de viajar, sofria com uma insuportável dor de dente. Dona Cida, de forma quase involuntária, pousou as mãos na cabeça da moça – assim como o padre de Aparecida fazia com ela – e fez uma oração. Passou a dor e o tempo também passou. Hoje Dona Cida empenha seu tempo nas suas duas vocações: cantar e ajudar as pessoas que a procuram com dores e indisposição. Do canto, Dona Cida parece ter influenciado toda a família, pois hoje o marido e os filhos tocam instrumentos e com um Ministério de Música são sempre convidados para se apresentar em igrejas pela Região e por todo o Interior de São Paulo. Além disso, ela se apresenta cantando na Igreja Matriz de São Bernardo, na missa das sete da noite de domingo. Da oração, Dona Cida fez sua filosofia de vida. Atende a todos e todas que a procuram, visita os hospitais para estar perto daqueles que precisam da sua atenção e acredita firmemente que o equilíbrio do ser humano se dá na harmonia da matéria com a fé. Hoje, aos 50 anos, ela olha para o futuro sabendo exatamente a que se destinava sua vida: a amar, a ser amada e a – enfim – ajudar a humanidade. |

