Quaresma não é só período sem comer carne. Passar um mês e meio sem carne não é a única forma de celebrar a quaresma, que inicia na quarta feira de cinzas e encerra na Páscoa. Há cristãos que se privam de comer doces, bebidas alcoólicas e de falar mal – chamam de jejum da língua. Existem penitências que envolvem, ainda, cortar os excessos de caminhada matinais. A igreja católica define quaresma como um período de preparação para a Páscoa, festa religiosa que simboliza a ressurreição de Jesus Cristo. É um momento de renovar sua fé, baseado em três pilares: oração, penitência e caridade. A penitência não precisa ser feita exclusivamente com a alimentação. Quantas coisas temos em excesso atualmente?
A idéia é privar-se de algo para unir a outra prática, a caridade. De nada adianta se privar se esta não se transforma em gesto de caridade. São esses excessos que afastam tanta gente da celebração da quaresma.
Hoje em dia existem propagandas grandiosas de que temos de gozar de todos os prazeres e aproveitar cada momento da vida. Não digo que há prejuízo para o cristão que não participa da quaresma. Mas ele perde uma oportunidade de renovar sua fé.
O gesto do Padre de passar as cinzas na cabeça dos fiéis durante a missa de quarta feira de cinzas, simboliza um convite para participar da quaresma. Muitos são chamados, mas poucos os escolhidos, como diz a citação da Bíblia. “De nada adianta fazer se não for de coração. Não é número, não é a quantidade, não adianta fazer para os outros verem. É para fazer em silêncio, com o coração”.
O termo quaresma faz referência aos 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto. O Evangelho de Mateus, na Bíblia, conta que, após 40 dias, Jesus sentiu fome, foi tentado pelo diabo, que disse: “Se és filho de Deus, manda que estas se tornem em pães”, Jesus, então, respondeu, segundo a Bíblia: “não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”
Devemos orar mais, reforçar a caridade e fazer a penitência.
Cida